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O que é o Sindicato Nacional dos Médicos Veterinários

É uma associação livre e independente que representa todos os trabalhadores da área da medicina veterinária em Portugal. Abrange profissionais de todos os ramos, quer estejam no setor público ou privado, independentemente do tipo de contrato ou função que exercem

Fundação e História

Oficialmente constituído a 21 de abril de 1944 (embora tenha começado a ser formado na década de 1930), o Sindicato nasceu da necessidade de defender a profissão, numa altura em que ainda não existia a Ordem dos Médicos Veterinários (criada apenas em 1991)

Instalações e Formações

Com sede em Lisboa, o SNMV realizou obras de

remodelação recentes (iniciadas em 2022) para criar um espaço com melhores

condições. Atualmente, possui salas de reuniões e um centro de formação

moderno, com capacidade para 60 formandos, equipado com tecnologia

avançada de gravação e emissão audiovisual

Apoio aos Associados

O Sindicato destaca-se por oferecer aconselhamento jurídico permanente e de resposta rápida aos seus sócios, além de proporcionar benefícios, protocolos e apostar fortemente na formação profissional.

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História do Sindicato Nacional dos Médicos Veterinários

A Criação da Ordem - 1991

O Sindicato Nacional dos Médicos Veterinários foi um dos organismos impulsionadores da criação da Ordem dos Médicos Veterinários (OMV), tendo-lhe sido confiada, sob a presidência do Dr. José Carlos Miguéis Nunes Duarte, a redação dos Estatutos da Ordem, que viriam depois a ser aprovados pelos médicos veterinários, tendo assim originado o estabelecimento de contactos com o Governo e a Assembleia da República para definir a fórmula jurídica da OMV e sensibilizar estes órgãos para a necessidade dos médicos veterinários em organizar-se em torno de uma associação capaz de os representar e de auto regulamentar de forma autónoma a profissão.

O enorme esforço e dedicação desta Comissão pró-Ordem, constituída pelos colegas Dr. Renano Henriques, Dr. Pena Monteiro, Dr. Carmo Costa e Dr. Jorge Silva, a qual agregou também, por inerência, o Presidente da Sociedade Portuguesa das Ciências Veterinárias, Dr. Costa Durão e o já referido Presidente do Sindicato Nacional dos Médicos Veterinários, conduziram à elaboração por parte da Assembleia da República do Decreto-Lei, que viria a constituir o Estatuto pelo qual a Ordem dos Médicos Veterinários se deveria reger.

Na sequência destas iniciativas, é publicado o Decreto-Lei 368/91 de 4 de Outubro, para concretizar a instalação da Ordem dos Médicos Veterinários, e o Dr. José Augusto Cardoso Resende, então presidente do SNMV, integrou esta primeira Comissão Instaladora da OMV designada pelo Governo.

Do SIRA ao SIAC - 1992 a 2023

Antecedendo a definição legal de “bem-estar animal”, pareceu fundamental ao Sindicato Nacional dos Médicos Veterinários, para salvaguarda quer da saúde pública, quer da saúde animal, bem como da defesa dos animais, explorar o conceito de identificação animal, mediante o uso da identificação eletrónica e o lançamento de uma base de dados para os fins em vista.

Foi neste sentido que foi criado em 1992 o Sistema de Identificação e Recuperação Animal (SIRA). À data da implementação do SIRA, a identificação de animais de companhia, designadamente cães e gatos, não era obrigatória e não estava regulamentada por lei.

Entretanto a legislação foi sofrendo alterações e em 2003, com a publicação do Decreto-Lei n.º 313/2003, de 17 de Dezembro, foi criado o Sistema de Identificação e Registo de Caninos e Felinos (SICAFE), mantido pela Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), que veio estabelecer as exigências legais em matéria de identificação eletrónica de cães e gatos, enquanto animais de companhia, e o seu registo numa base de dados nacional.

De forma a regular a detenção de animais de companhia, a controlar devidamente a comercialização animal e a tornar mais eficaz o quadro legal existente para o reforço da detenção responsável dos animais de companhia é criado em 2019 o Sistema de Informação de Animais de Companhia (SIAC).

Assim, e de forma a dar satisfação à Resolução da Assembleia da República n.º 155/2016, de 01 de Julho, tendo esta então recomendado ao Governo a fusão dos dois sistemas existentes, SIRA (1992) e SICAFE (2003), foi aprovado em Conselho de Ministros a 30 de Maio 2019 o Decreto-Lei n.º 82/2019, de 27 de Junho, estabelecendo a criação do Sistema de Informação de Animais de Companhia (SIAC), com entrada em vigor a 25 de Outubro de 2019, sendo a tutela do SIAC responsabilidade da DGAV, ficando o SNMV responsável pela sua gestão.

Criação da Codivet - 2004

Sob a presidência do Dr. Edmundo Gouveia Andrade Pires, o SNMV foi o principal impulsionador da criação CODIVET – Cooperativa de Distribuição e Comercialização de Produtos Veterinários (2004), uma cooperativa desenhada de forma a colocar no ciclo do medicamento veterinário a perspetiva do próprio médico veterinário assim como os seus interesses técnicos e éticos, sem descurar, no entanto, a função da sua natureza cooperativa, ou seja, a não perseguição de fins lucrativos.

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A história recente do SNMV é a de uma instituição que soube evoluir de um órgão de controlo estatal para um parceiro moderno do médico veterinário, focando-se na proteção jurídica, na formação contínua e na adaptação aos desafios tecnológicos do século XXI

Modernização e o Novo Centro de Formação (2022 - Presente)

A fase mais recente é marcada por uma renovação física e tecnológica:

  • Remodelação da Sede: Sob a presidência do Dr. Eduardo Correia (eleito em 2019 e reeleito em 2022), o SNMV iniciou em 2022 uma grande obra de modernização da sua sede em Lisboa

  • Centro de Formação: Foi criado um centro moderno com duas salas (capacidade para 50 pessoas), equipado com tecnologia de ponta para gravação e transmissão de vídeo/áudio, permitindo formação presencial e à distância

  • Presença Digital: O sindicato expandiu a sua comunicação, estando hoje presente ativamente em redes sociais (Facebook, Instagram, Youtube, Spotify) e disponibilizando uma Área de Sócio online para facilitar a gestão de dados e o acesso a benefícios.

A história do SNMV (Sindicato Nacional dos Médicos Veterinários) é marcada pela defesa da profissão e pela evolução da classe médico-veterinária em Portugal

Fundação e Primórdios (Décadas de 30 e 40)

  • Contexto: Nas décadas de 1930 e 1940, o grande objetivo da classe era a criação de uma Ordem Profissional. Contudo, devido à legislação da época (Estado Novo), a fundação de um sindicato foi a forma possível de organizar e defender a profissão

  • Constituição Oficial: Foi oficialmente constituído a 21 de abril de 1944, através de um alvará do Instituto Nacional do Trabalho e Previdência

  • Primeiro Dirigente: A primeira direção foi presidida pelo Prof. António Jacinto Ferreira

Consolidação (Anos 50 e 60)

  • Carteira Profissional: Em 1951, o SNMV passou a emitir a Carteira Profissional, documento indispensável para o exercício livre da medicina veterinária na altura

  • Congressos: Em 1952, o sindicato organizou o I Congresso Nacional de Ciências Veterinárias, um marco científico para a época.

A Transição Democrática e Novos Estatutos - 1975

Após o 25 de Abril, o sindicato viveu uma profunda reorganização. Em 1975, foram aprovados os “Estatutos” que, com pequenos ajustes, ainda regem a instituição. Este período marcou o fim do modelo corporativo do Estado Novo e o início de uma associação livre e independente, focada na defesa dos direitos dos trabalhadores da medicina veterinária em todos os setores (público e privado).

1° Código Deontológico - 1979

Após várias sessões da assembleia-geral, foi finalmente aprovado em 17 de Novembro de 1979 o 1° CÓDIGO DEONTOLÓGICO MÉDICO-VETERINÁRIO PORTUGUÊS. Documento esse proposto pela então direção (Limão de Oliveira, Cardoso Pessoa, Jorge Silva e Adolfo Lima). Com a criação da OMV e subsequente aprovação do atual Código vinculativo, aquele deixou de ter eficácia por óbvia revogação


A história recente do SNMV (Sindicato Nacional dos Médicos Veterinários) foca-se na transição de um papel regulador para um papel de representação sindical moderna, na aposta na formação e na renovação das suas infraestruturas

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