O herpes virus equino (EHV – equine herpes vírus) tem duas estirpes principais que causam doença, entre as 9 formas existentes. O EHV1 causa doença respiratória e aborto nas éguas gestantes. Mais raramente pode também causar doença neurológica, caracterizada por ataxia e paralisia profunda. O EHV4 causa principalmente doença respiratória e ocasionalmente aborto.

Os sinais clínicos de doença respiratória por EHV incluem aumento de temperatura, tosse, secreção nasal e falta de apetite.

Os sinais clínicos da forma neurológica do EHV incluem fraqueza muscular, falta de força, incapacidade em levantar a cauda e inclinação da cabeça para um dos lados.

Trata-se de uma doença altamente contagiosa. Qualquer cavalo que apresente algum dos sintomas acima descritos deverá ser isolado dos outros animais e ser examinado por um médico veterinário. De modo a evitar a propagação da doença, todos os cavalos que tiveram contacto com um animal suspeito de ser portador de EHV devem permanecer em casa até que seja confirmado o diagnóstico.

Um cavalo pode ser portador do herpes vírus equino sem apresentar sinais clínicos de doença e é provável que a maior parte dos cavalos idosos já tenham sido expostos ao vírus em alguma fase da sua vida. Nestes casos, os animais terão provavelmente alguns anticorpos em circulação.

O primeiro passo diagnóstico consiste na colheita de sangue para pesquisa de anticorpos contra o EHV. A não ser que os títulos sejam extremamente elevados e conclusivos, pode ser útil repetir a análise passados 15 dias para avaliar a variação em relação à primeira análise. Em caso de exposição recente ao EHV, os títulos aumentam consideravelmente ao longo dos 15 dias. A colheita de zaragatoas nasais, principalmente nos casos em que existe corrimento nasal, também deve ser realizada para pesquisa de material viral através de técnicas de laboratório especializadas.

A doença não tem tratamento específico uma vez que os medicamentos antivirais são pouco eficazes nos equinos. O tratamento é essencialmente um tratamento de suporte sendo muito importante aderir às regras de quarentena de modo a evitar a propagação da doença conforme mencionado acima.

Existe uma vacina contra o herpes vírus equino (EHV 1-4) que evita ou atenua consideravelmente os sinais clínicos da doença. As normas para autorização da comercialização e utilização desta vacina em Portugal foram revistas recentemente pela DGAV (Direção Geral de Alimentação e Veterinária) pelo que agora os médicos veterinários têm o acesso mais facilitado a esta vacina. O protocolo de vacinação consiste na administração de duas vacinas com 4 a 6 semanas de intervalo seguido de revacinação semestral. Não se recomenda a vacinação no caso de um surto de EHV pois pode haver agravamento dos sinais clínicos. Os cavalos devem ser vacinados quando saudáveis de modo a estarem protegidos se mais tarde forem expostos ao EHV. A vacinação contra o EHV deve fazer parte do protocolo de vacinação de qualquer cavalo.

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