Num estudo retrospetivo com 522 cães, os investigadores tentaram avaliar o valor diagnóstico de medir o cortisol basal no plasma ou no soro sanguíneo dado que é mais fácil e barato do que usar o habitual, a estimulação com ACTH, que envolve mais do que uma colheita de sangue e a compra de ACTH sintético.

Apesar de este não ser o primeiro estudo a debruçar-se sobre este tema, os outros dois estudos tinham 13 e 14 cães afetados e não distinguiam entre animais com concentrações séricas de eletrólitos normais e anormais.

Sabe-se que o nível de cortisol basal muda ao longo do dia e poderá até encontrar-se abaixo dos níveis de referência. No entanto, os autores deste estudo contrapõem que apesar de isto ser verdade, especialmente nos cães saudáveis onde foram feitos os estudos, cães doentes têm concentrações diferentes de cortisol e que valores abaixo de ≤6 nmol/L raramente são vistas, mesmo em animais saudáveis.

Mais estudos são necessários para corroborar algumas das conclusões, mas observou-se que um ponto de cut-off de ≤5.5 nmol/L é extramente sensível, tem um bom valor preditivo e que a performance do teste não parece ser influenciada pela concentração de eletrólitos.

Em Gold, A.J., Langlois, D.K. and Refsal, K.R. (2016), Evaluation of Basal Serum or Plasma Cortisol Concentrations for the Diagnosis of Hypoadrenocorticism in Dogs